A Moda e a Primeira Guerra Mundial

Moda e guerra não combinam e disso todo mundo sabe. Guerra é um período de extremo sofrimento que levam a profundas restrições e a última coisa em que se pensa é em moda. E, por esta mesma razão, que a maneira de vestir daqueles que sobrevivem nestes momentos de extrema dor, é tão transformada. A bem da verdade, não apenas a moda sofre transformações, mas também, e principalmente, os costumes da sociedade.

O primeiro grande conflito mundial foi um desses momentos da história da humanidade que fez com que muitas coisas mudassem significativamente. Obviamente, antes mesmo da Primeira Grande Guerra, mulheres já trabalhavam em determinados cargos, de acordo com suas necessidades de sobrevivência. Muitas eram governantas, balconistas e etc. Mas as perdas ocasionadas pela guerra fizeram com que a maioria das mulheres trabalhassem em cargos antes ocupados apenas por homens, como as linhas de montagens de fábricas, por exemplo. Sendo assim, surge a necessidade de roupas mais práticas, que se adaptem a atividades inteiramente novas.

Como vocês devem saber, a Primeira Guerra Mundial aconteceu no período de 1914 a 1918. Ou seja, quatro anos de terror. Todo o glamour, luxo, suntuosidade e festas infinitas foram deixados de lado em prol de atividades mais imediatas. É hora de atender os feridos e a trabalhar para sobreviver em tempos de racionamento.

As roupas então perdem o colorido e se tornam cada vez mais sombrios devido ao crescente luto. Um pouco antes da guerra as vestimentas femininas já haviam sofrido uma modificação significativa. A saia ainda era muito comprida e justa nos tornozelos, mas agora usava-se uma outra por cima, uma espécie de túnica que ia até logo abaixo dos joelhos.

Os chapéus diminuíram de tamanho e continuaram a ser usados durante a guerra. Porém, a saia dupla foi abandonada por atrapalhar o trabalho. A partir de 1915 as saias encurtam, deixando à mostra os tornozelos, e mais para frente já mostrava a metade das panturrilhas.

Os homens, feridos de guerra, que voltava para casa devido às suas licenças, começavam a se preocupar com a emancipação feminina que se deu início em sua ausência.

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