Moda dos anos 60

 

Pela primeira vez na história da moda, o foco principal foram os adolescentes. Foi a década da rebeldia, isto sem dúvidas, e a busca pela renovação constante e quebra de paradigmas faziam com que a moda dificilmente conseguisse acompanhar o ritmo das mudanças e os desejos dos jovens.

As saias se encurtaram de maneira vertiginosa, se tornando mais curtas que jamais estiveram. Foi em 1964 que surgiu a minissaia, tão adorada pelas brasileiras até os dias de hoje. Foi a estilista Mary Quant que a lançou e a combinação botas + minissaia foi ideia do estilista francês André Courrèges. Sem dúvidas este foi o simbolo dos anos 60 junto com a margarida de plástico com a qual Mary Quant enfeitou sua moda. A margarida simbolizava o direito à paz, que tomou força principalmente na década seguinte, adotada pelo movimento do flower power promovido pelos hippies.

A mini saia

Enquanto na década de 50 os quadris se transformaram no foco erótico através do corte inteligente sobre eles, as roupas da década de 60 estabeleceram uma nova tendência. Sua modelagem era bastante geométricas, sem muita fluidez, quase duras mesmo. Em compensação, o apelo erótico das roupas dos anos 60 estavam no quanto desnudavam o corpo: além das minissaias (jamais antes as saias chegaram à altura das coxas), os decotes se aprofundaram e algumas vezes blusas podiam ser transparentes. A roupa de baixo foi adaptada à essas mudanças, as calcinhas ficaram menores para serem usadas com as minissaias saint-tropez, malhas justas passaram a ser usadas no lugar das meias finas e os sutiãs usados eram modelos mais naturais.

O clima era também um tanto futurista, com tendências baseadas em ficção científica. Viagens ao espaço já eram feitas e foi no ano de 1969 que Neil Armstrong pisou na lua. “Um pequeno passo para o homem, mas um grande passo para a humanidade.” Enquanto isso, na moda, Couregès, já em 1964, criou uma colação de primavera baseada na era espacial. Roupas brancas, em quadrados, botas de cano alto. Já Paco Rabanne chocou incorporando às suas criações o metal e o plástico. Mary Quant lançava suas roupas extremamente práticas, simples e versáteis. Modelos em xadres, flanela listrada ou cinza. Fora a já citada minissaia que foi um sucesso mundial em 1965.

 

 

Muitos foram os jovens estilistas a surgirem na década de 60, e cada um tinha seu estilo próprio. Os tecidos já apresentavam uma variedade enorme. Além das fibras naturais, as sintéticas se tornaram populares no mercado. Eram mais fáceis de cuidar, muitas vezes dispensando o ferro de passar, além de serem muito mais baratas.

"Mondrian", outono 1965, Yves Saint Laurent

Literalmente, a cara da década de 60 foi a da modelo Twiggy. E o corpo também. Olhos enormes e bem marcados, longas pernas magras, seios pequenos que algumas vezes apareciam furtivamente atrás de blusas transparentes, Twiggy – cujo nome significa raminho fino – foi a primeira modelo a se tornar um ídolo das massas. Tipo a Gisele Bundchen da década de 60. Só que Twiggy foi pioneira. Com 16 anos começou a brilhar e três anos depois já havia ganho dinheiro suficiente para ser considerada rica e se aposentar. Ela era parada nas ruas pelos seus fãs.

 


Muito mais aconteceu neste período, e as mudanças foram muito frenéticas. Uma atrás da outra, coisas acontecendo ao mesmo tempo. Antes, tudo parecia parado e muito igual. A moda e a sociedade seguiam padrões específicos e determinadas regras que todos copiavam. A década de 60, foi a década em que a moda começou a ter uma variedade enorme de possibilidades e praticamente tudo passou a ser permitido. Foi um período de verdadeira revolução.

 

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