História da Arte – A Mesopotâmia

Terra entre dois rios é a tradução literal do nome Mesopotâmia, a terra que fica entre o Tigre e o Eufrates.  Terra onde vários povos viveram e o estudo de suas culturas é de grande importância, representando um dos alicerces das nossas civilizações.

Entre os povos que viveram lá estão: Os Sumerianos, os Acadianos, os Fenícios, os Babilônicos, os Assírios, os Filisteus, os Hebreus, os Cadeus, os Medos e os Persas. Quer dizer, uma galera né? Mas não viviam ali todos ao mesmo tempo e pacificamente não. Sempre aconteciam invasões e guerras. Por exemplo: os sumerianos e acadianos que ali viviam por volta de 3000 a.C. foram expulsos a ponta-pés pelos babilônicos. Na verdade a região sempre foi marcada por conflitos, e isso se dá até os dias atuais pra dizer a verdade. A Mesopotâmia nada mais é do que a região do Iraque. A galera ali não se entende. E eu acho que isso já resume tudo né?

Mas vamos falar de arte, que é o objetivo deste artigo.

Por não possuírem muitos recursos materiais, se utilizavam principalmente do barro. Ainda assim foram capazes de desenvolver uma arquitetura de destaque. Além de se utilizarem de cerâmica em suas obras, utilizavam muito o vidro, madeira, ouro, lápis-lázuli, madrepérola e conchas. Na Mesopotâmia a ourivesaria era uma das atividades artísticas mais importantes. Eles produziam estatuetas de cobre, colares e braceletes,  utensílios trabalhados em ouro e prata com incrustações de pedras. Esses objetos traduziam estilos variados dada a diversidade de povos que ocuparam a região. Os persas foram os que obtiveram um notável desenvolvimento na produção de objetos de cerâmica. Eles utilizavam também tijolos esmaltados.

 

A arquitetura mesopotâmica se destaca pelo exibicionismo e luxo. Apesar de não ser tão notável quanto a arquitetura egípcia, os povos mesopotâmicos foram capazes de construir palácios e templos. Estes templos eram chamados de zigurates, que lembram um pouco as pirâmides egípcias em seu formato. Os zigurates eram torres de vários andares, realizados através de repetidas camadas de tijolo formando seções de planos inclinados até o topo. Estes templos porém não tinham função de sepulcro como as pirâmides egípcias. Eram grandes altares em honra aos deuses.

Desenho esquemático de um Zigurate
Desenho esquemático de um Zigurate

Apesar de magnífica, a arquitetura deles era bastante perecível devido à matéria prima utilizada: a princípio tijolo cru, e mais adiante tijolo cozido.

Eles não eram grandes pintores. Na verdade é difícil saber pois pouco resistiu ao tempo para que pudesse ser estudado nos dias de hoje. Havia uma grande dificuldade na conservação, visto que a matéria prima que tinham em mãos era muito perecível. Mas é importante ressaltar a técnica de esmaltação de tijolos. Muitas das paredes tinham seus tijolos tingidos, e a cor predominante era o azul.  Diz-se que o nome azulejo vem daí.

A Porta de Isthar do palácio da Babilônia é um dos principais legados desta época. Hoje ela se encontra recomposta em dimensão reduzida no Museu de Pérgamo de Berlin. E ainda assim é grandiosa.

Porta de Isthar do Palácio da Babilônia hoje no Museu de Pérgamo em Berlim
Porta de Isthar do Palácio da Babilônia hoje no Museu de Pérgamo em Berlim. Fotos tiradas do site do museu.

Na escultura a predominância era dos baixos relevos feitos em placas de pedra. Os assírios costumavam usar gigantescas esculturas de touros alados nas entradas dos palácios. Eram chamados de Lamassu e tinham cabeça humana (representando a sabedoria), corpo de touro (representando a força) e asas ( que representavam liberdade). Os Lamassu eram como guardiões dos palácios. Existem exemplares originais no Museu Britânico e no Museu do Louvre. Já tive a oportunidade de ver de perto e são impressionantes. 🙂

Lamassu no Museu Britânico. Foto do acervo pessoal.
Lamassu no Museu Britânico. Foto do acervo pessoal.

Ainda no campo das esculturas, o Sumerianos deixaram ídolos com grandes olhos, feitos em terracota. Para ele os olhos eram a janela da alma e por isso os representavam em tamanho exagerado.

Vale citar também os famosos Jardins Suspensos da Babilônia. No período de Nabucodonosor, o palácio da Babilônia tinha seus terraços ornamentados por ricos jardins irrigados por complexos sistemas hidráulicos.

Segundo o Wikipédia, “Os Jardins Suspensos da Babilônia foram uma das sete maravilhas do mundo antigo. É talvez uma das maravilhas relatadas sobre que menos se sabe. Muito se especula sobre suas possíveis formas e dimensões, mas nenhuma descrição detalhada ou vestígio arqueológico foi encontrada, exceto um poço fora do comum que parece ter sido usado para bombear água. Seis montes de terra artificiais, com terraços arborizados, apoiados em colunas de 25 a 100 metros de altura, construídos pelo rei Nabucodonosor II, para agradar e consolar sua esposa preferida Amitis, que nascera na Média, um reino vizinho, e vivia com saudades dos campos e florestas de sua terra.”.

 

Representação dos jardins suspensos da Babilónia, como imaginados por Martin Heemskerck. Na pintura, a Torre de Babel aparece ao fundo.
Representação dos jardins suspensos da Babilónia, como imaginados por Martin Heemskerck. Na pintura, a Torre de Babel aparece ao fundo.

 

Acho impressionante como o homem é capaz de criar coisas incríveis a partir do zero. Com tão poucos recursos, os povos mesopotâmicos fizeram um grande avanço culturalmente e socialmente, com seus palácios que mostravam status, seus templos magníficos para cultuar as forças divinas, a criação de seu próprio estilo nas manifestações artísticas e o desenvolvimento de coisas belíssimas como os azulejos, o vidro e objetos de ourivesaria.

Daqui a 15 dias voltarei falando sobre o Egito. O que dará muito pano pra manga e provavelmente não vai dar em um post só. Até lá!

 

Referências Bibliográficas:

. FERREIRA, Hélio Márcio Dias. Uma História da Arte ao Alcance de Todos. Rio de Janeiro: Publit Editora, 2006.

. Wikipédia

 

 

 

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