História da Arte – Egito Antigo

A arte do Egito Antigo é bastante rica. Por isso, este post é mais introdutório, para apresentar a civilização egípcia e mostrar porque a cultura deles ser tão fascinante.

Ao contrário dos povos da Mesopotâmia – território vizinho ao Egito – o povo egípcio era bastante hegemônico. Isso se deu graças ao seu território, que era protegido das invasões de outros povos devido à sua geografia. A região extremamente seca é protegida por duas fileiras de montanhas. Graças ao Rio Nilo, o povo egípcio pôde se desenvolver naquele território. Sua irrigação foi essencial para o desenvolvimento de toda a população local.

mapa_egito_antigo

Além disto, o fato do povo acreditar em um só líder para guiá-los, fez com que todos trabalhassem para um bem comum. Os egípcios, assim como os gregos, eram politeístas e grande parte de suas obras eram de cunho religioso. Quando não eram representações de deuses, as peças representavam os faraós, que para os egípcios, eram como deuses encarnados. Por isso seus túmulos eram magníficos, como por exemplo, as pirâmides de Gizé.

"Vista sobre a Grande Pirâmide de Gizé", Luigi Mayer

O povo egípcio é conhecido por ser um dos povos mais desenvolvidos intelectualmente naqueles tempos. Eles conheciam aritmética e utilizavam seus conhecimentos pare medir seus campos e calcular suas colheitas. Foram eles que criaram o calendário de 365 dias, e se utilizavam do relógio de sol para marcar o tempo durante o dia, e à noite um relógio que utilizava água como medidor, o clepsidra. Este relógio era composto de dois recipientes de água. um ficava acima do outro, e o de cima possuía um pequeno furo por onde a água ia passando para o outro que estava abaixo, e com isso marcando a passagem das horas.

Clepsidra, relógio de água do Egito Antigo

Tinham também boas noções de astronomia, gostavam de estudar anatomia e sabiam tratar doenças. Esses conhecimentos médicos, foram a base do desenvolvimento da medicina ocidental. A sua escrita eram os hieróglifos –  “grafia sagrada” – que era um conjunto de sinais, desenhos, que juntos formavam as mensagens. Somente escribas, sacerdotes e membros da realeza tinham acesso a escrita, porém muitas vezes nem mesmo o faraó era homem letrado.  As inscrições são famosas por serem muito difíceis de decifrar, e a decifração foi pelo linguista francês Jean-François Champolignon, entre os anos de 1822 e 1824, usando a Pedra de Roseta como fonte. A Pedra Roseta é uma pedra na qual se encontram escritas em hieróglifos, em demótica (língua popular egípcia) e copta (língua cristã no Egito). Através de associações dos textos foi possível traduzir os hieroglifos.

Hieroglifos

Os assuntos que apresentei aqui nesta introdução, serão tratados com mais profundidade nos próximos posts.  A rica cultura dos egípcios é super interessante e vale a pena conhecer um pouco mais. Além destes assuntos já apresentados, tem muito mais coisas, como a escultura, a arquitetura, e outros. Aguardem os posts que estão por vir! 😉

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *