Dos pequenos prazeres da vida.

Há algo de clichê neste texto. Um quê de “já vi esse filme”. Mas sempre vale a pena lembrar o óbvio que tantas vezes fica esquecido pelos mais diversos motivos. Eu precisei parar, respirar fundo e relaxar aos pés de uma linda cachoeira para me lembrar dos simples e pequenos prazeres da vida. Mas quando é que terei outra oportunidade como essa? Então é melhor que registre aqui minhas ideias.

Meus simples e pequenos prazeres, mas que sem eles a vida de nada vale.
Abraço. O quão delicioso é um abraço, principalmente de quem se ama… Quem me dera poder abraçar as pessoas que amo umas 500 vezes por dia. É de graça, é aconchegante, e quanto mais apertado, mais amor, mais calor e mais alivio se sente. 

Cheiro de mato e terra molhada. É impressionante como esses cheiros fazem com que eu sinta uma paz indescritível, me conecte comigo mesma. Deve ter a ver com uma infância onde meu pai sempre nos arrastava pro contato coma natureza, subindo montanha, enfiando o carro no meio do barro, e depois a pé sentindo o cheiro da natureza. 

Chuva. Barulhento bom. E mais uma vez o cheiro da terra molhada. Uma sensação gostosa, principalmente quando se está aconchegada no lar. O que me leva a pensar nas pessoas que não tem um teto pra se proteger das tempestades. E me leva a agradecer mais uma vez pela sorte que tenho.

Cheirinho de café e bolo saindo do forno. Do café, pra mim, só o cheiro. O bolo, se for de chocolate, ainda melhor. 😉

Calor do sol aquecendo suavemente a pele. Sabe quando você sai de um ambiente super frio e o sol toca a sua pele de mansinho, te aquecendo devagarinho, como se fizesse um carinho em você? Eu simplesmente amo quando isso acontece.

Pés na areia. Dispensa explicações, mais clichê impossível, mas todo mundo concorda. Quem não concorda, bom sujeito não é. 😉

Dias bonitos de sol e céu azul. Quantas vezes esquecemos de apreciar isso?

O exato momento em que você se acostuma com a água gelada. Sabe quando você entra de mansinho no mar (ou numa cachoeira) com aquele medinho de água fria, até que você toma coragem e mergulha de uma vez? Demora um pouquinho até você se acostumar, não vê a hora de sair dali, mas vem aquele segundo quando você se acostuma com a temperatura e se sente confortável. Mais um pequeno prazer.

Ver o sol se pôr. Sim, tem muito doido que aplaude aquilo, e a maioria julga o ato, mas é preciso concordar que é algo lindo de se ver. 

Observar o luar, apreciar as estrelas. Mais um incrível clichê. Mas tão lindo, quem pode me julgar?

Tem muito mais coisas que eu poderia seguir citando. E todas são gratuitas. Porque as melhores e mais ricas coisas da vida são. De nada, absolutamente nada, adiantam riquezas materiais, carro do ano, roupas caras, perfume importado, ser o rei do camarote (ou a rainha), se você não tem com quem dividir bons momentos, se você não sabe apreciar as belas coisas, se você não tem quem abraçar.

Não me entendam mal, conforto e segurança são sim importantes, e merecemos o melhor se for conseguido por nosso próprio esforço. Pois eis um outro prazer: a conquista de algo pelo que se lutou e trabalhou para ter. Mas este é assunto para outro texto, uma outra hora. 

Neste momento, eu apenas os convido a parar um segundo e sentir. Apreciar as pequenas coisas que os fazem feliz. Pois no final das contas, são elas que de fato importam. 😉

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