A importância da autoaceitação

"Não se esqueça de se apaixonar por você mesma (o) antes" - Carrie Bradshaw  Imagem encontrada no Pinteret.
“Não se esqueça de se apaixonar por você mesma (o) antes” – Carrie Bradshaw
Imagem encontrada no Pinteret.

 

Há alguns dias que venho tentado escrever sobre a importância da autoaceitação. Há dias que algo acabava por me impedir. Porém hoje, ao final da aula de Yoga, durante o shavasana (postura meditativa final), a professora Marcela falou sobre a coragem necessária para se aceitar.  Então não tive dúvidas, vi que eu realmente precisava escrever sobre o tema

Sim, a professora tem toda razão. Para aceitar-nos como somos, com todos os defeitos e qualidades, é preciso coragem.

Por mais simples que a ideia pareça, a execução da mesma é dificílima. Quantos de nós podemos dizer que amamos a nós mesmos? De verdade? Aquele papo de que é preciso amar a si mesmo antes de amarmos alguém, quantas vezes você já ouviu? Parece um papo super cliché, mas… você se ama? Você se aceita de verdade? Você se perdoa pelos seus defeitos? Se você não consegue sequer perdoar a si mesmo, como aceitar o defeito dos outros?

Todos, sem exceção, temos defeitos sim. Todos cometemos erros, às vezes erros diários. Às vezes até os repetimos. Mas temos qualidades maravilhosas guardadas no coração. Algumas escondidas como um tesouro, algumas que simplesmente se mostram no seu jeito de ser…

Pare e pense nas coisas bacanas que já realizou. Não precisa ser nada grandioso. Um simples sorriso que você causou em alguém, uma energia boa que você passou adiante, um coração aquecido por alguma palavra doce sua, um “bom dia” sincero… coisas pequenas assim, que, para você mesmo talvez não faça a menor diferença, mas pode ter tornado melhor o dia de outra pessoa.

Tem dias que a gente simplesmente não se aceita. Com a autoestima lá no pé, acontece de nos acharmos um pouco acima do peso, acharmos que o cabelo não tá legal, que aquela roupa escolhida tá feia, que tudo e qualquer coisa incomoda.

Nunca estamos satisfeitos. Nunca estamos serenos. Estamos sempre preocupados com as aparências, com o que os outros vão pensar, com o padrão de beleza que a mídia impõe. Nos permitimos chatear porque aquele cara de quem a gente gosta bancou o babaca e disse algo pejorativo em relação a nós, ou qualquer coisa do gênero.

Nunca nos sentimos bons o suficiente por algum motivo, e, se pararmos para observar, geralmente o motivo é externo. Passamos a vida buscando a aceitação dos outros quando na verdade somos nós mesmos que não conseguimos ser indulgentes e amáveis com o que somos. Não enxergamos o quanto podemos ser maravilhosos e quanto tempo perdemos nos auto sabotando.

Olhe para você mesmo. Reflita. Respire fundo. Tome consciência do seu próprio ser. Confronte os seus defeitos com coragem e raciocine uma maneira de amenizá-los. Mas com carinho. Com o mesmo carinho que se corrige uma criança ou alguém que amamos muito. Depois pense nas qualidades que possui. Orgulhe-se de ser quem você é. Tenha a coragem de enxergar suas qualidades também e tenha a coragem de mostrar estas qualidades maravilhosas ao mundo. O que os outros vão pensar não importa. Neste momento o que importa é você mesmo. Emane para o mundo os tesouros incríveis que carrega no coração, se abra. Permita-se.

Dá medo, eu sei. Também tenho esse mesmo medo. Temos medo de nos ferir e tudo bem sentir isto. Mas é preciso seguir adiante com coragem e amor. A vida é curta e merece ser vivida com todos os sabores e dessabores que oferece.

Aceite-se. Quando você se aceita tudo fica mais leve, mais fácil, mais gostoso. Ria de si mesmo! Vá se deitar todas as noites com a certeza de que, por aquele dia, fez o melhor que pôde. E no dia seguinte quando acordar, tente outra vez. O amor é um exercício diário.

Ame-se. 🙂

 

 

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *